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ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL

CORREÇÃO ENDOVASCULAR DO ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL - TÉCNICA PERCUTÂNEA

A correção endovascular de aneurismas da aorta abdominal está cada vez mais popular e com melhores resultados. O acesso vascular por meio desta técnica consiste em incisões nas virilhas (inguinotomia bilateral) e exposição das artérias femorais comuns. Minimamente invasiva , quando comparada com a cirurgia convencional, apresenta muitas vantagens: menor perda sanguínea, menor tempo operatório, menor período de internação hospitalar e em UTI e menor risco de complicações clínicas.  Porém, as complicações devido o acesso femoral podem ser hematomas, trombose arterial, infecções e seromas.

Vale dizer que a técnica percutânea tem se aprimorado bastante. Em 1953, quando foi lançada por Seldinger, o local por onde eram introduzidos os cateteres necessitava de compressão manual  (de 20 a 30 minutos) para hemostasia e o paciente tinha de fazer repouso no leito por 4 a 6 horas.

Nas décadas de 1980 e 1990 vieram novos métodos e os dispositivos aplicados começaram a ficar cada vez maiores. Porém, à medida que o diâmetro foi crescendo (pode chegar a 24Fr – 7,92 mm; o cateter diagnóstico  tem  5Fr – 1,65 mm), aumentaram-se os riscos de complicações hemorrágicas. Por essa razão foram criados dispositivos (suturas, gels, clips e pathes) que ocluem  os acessos percutâneos, mas acabam fechando os acessos em até 8Fr.


Dispositivo de fechamento vascular percutâneo.

Para driblar esta dificuldade, a Santa Casa de São Paulo lançou no Brasil a técnica percutânea para correção endovascular do aneurisma da aorta abdominal sem incisões, ou seja, apenas por punção. Para isso, é utilizado um dispositivo de oclusão de acesso vascular que sutura o vaso. Este dispositivo possui uma agulha atraumática e um fio de polipropileno 5.0 (idêntico ao das cirurgias vasculares convencionais).  Entretanto, como existe uma limitação de diâmetro (este dispositivo fecha diâmetros de até 8Fr), são necessários dois dispositivos em cada artéria femoral que se cruzam em forma de “X”.


Pós- operatório imediato e os locais de punção
(não há pontos de pele)

É muito importante que a punção seja feita na artéria femoral comum e que a mesma não possua placas de aterosclerose - por isso, a punção guiada por ultrassongrafia.  Com isso, os dispositivos de oclusão são implantados, realizando um pré-fechamento com ganhos em ambulação precoce com recuperação mais rápida,  pós-operatório sem dor e conseqüentemente um menor tempo de internação.

Dr.Alvaro Razuk Filho – CRM 73528
Professor assistente – Coordenador do Serviço de Radiologia Vascular e Cirurgia Endovascular da Santa Casa de São Paulo.

 

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