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ARTERIOSCLEROSE


Significa endurecimento da artéria, ou seja, uma série de lesões na parede da artéria que aparece com o avançar da idade. A arteriosclerose é classificada em três tipos: 1) arteriosclerose senil; 2) arteriosclerose de Monckberg; e 3) aterosclerose.

Embora a senil e de Monckberg sejam estruturalmente bem diferentes, elas quase sempre estão juntas no mesmo paciente. Na arteriosclerose senil há alterações das fibras elásticas (criam tecido fibroso) e atrofia das células musculares. Este processo que já é bem nítido aos 40/50 anos provoca perda de elasticidade e aumento da pressão arterial. Se a arteriosclerose senil não for tratada fica mais rígida e corrugada num processo semelhante aos fenômenos degenerativos que ocorrem em outros tecidos.

A arteriosclerose de Monckberg atinge principalmente as artérias periféricas e superficiais. É caracterizada por necrose e calcificação da camada média muscular, lesões que podem existir sem ocasionar alteração circulatória, por não provocar nenhuma obstrução nem a formação de aneurismas.

Já a aterosclerose atinge as artérias de grande e médio calibre (coronárias, carótidas e membros inferiores) e vem acompanhada de depósitos gordurosos, de colesterol e cálcio. Ela pode levar a oclusão do vaso e se manifesta em 10% da população acima de 50 anos. O seu desenvolvimento é lento e progressivo e apresenta os primeiros sintomas após comprometer 75% da artéria. Daí a surgir várias síndromes isquêmicas graves (como infarto do miocárdio, ictus cerebral, gangrena de membros, etc.) é um passo.

A arteriosclerose aparece em indivíduos com os seguintes fatores de risco: idade (predominante na faixa de 50 a 70 anos), sexo (principalmente no sexo masculino, pois as mulheres são "protegidas" desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de estrogênio. Porém, vale lembrar que após a menopausa a "proteção" desaparece), hiperlipidemia (indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente), tabagismo (fumantes têm um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose), hipertensão (a pressão alta provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial), sedentarismo (a atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação) e histórico familiar (assim como a idade e o sexo, há famílias que estão mais sujeitas à doença).

Caso as artérias atingidas sejam as coronárias (do coração), a arteriosclerose leva a dor cardíaca durante esforço (angina de peito) ou o enfarte. No caso das carótidas (artérias do pescoço) produz perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios ou derrame (acidente vascular encefálico). Quando são as artérias ilíacas e femorais (artérias de membros inferiores) gera claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), queda de pêlos, atrofias na pele, nas unhas e nos músculos musculares e até mesmo impotência e gangrena.

O diagnóstico da doença é feito por meio de exame físico com apalpação dos pulsos arteriais, exames laboratoriais, eletrocardiograma, ultra-sonografia, exame doppler e arteriografia. Melhor do que tratar é evitar o aparecimento da doença. Isso pode ser alcançado com uma dieta alimentar equilibrada, não fumando e praticando regularmente exercícios físicos.

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