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DIABETES

DIABETES

O que é

É uma condição em que existe um nível aumentado de açúcar no sangue. O açúcar (glicose) é a energia da célula – assim como a gasolina para o carro – e provem dos alimentos, principalmente massas, frutas e doces. Ingerido, o alimento é digerido no estômago e absorvido no intestino. O açúcar, então, cai no sangue e tem de penetrar dentro da célula para ser queimado e transformado em energia. Normalmente a célula é fechada para o açúcar e, para que abra suas portas, precisa de um hormônio, a insulina, produzido pelo pâncreas. Quando ocorre dificuldade da glicose entrar na célula, a taxa de açúcar no sangue fica elevada.

Tipos

Tipo 1 – É uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece porque o organismo as identifica como corpos estranhos. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla e doenças na tireóide. Pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum entre os 7 e 14 anos. A causa é ignorada. O paciente com diabetes tipo 1 precisa de doses diárias de insulina, além do controle da alimentação e da prática de atividades físicas.

Tipo 2 – Possui um fator hereditário maior do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60 a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos, mas nos últimos dez anos vem aumentando entre as crianças. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na capacidade de absorção das células musculares e adiposas, que não conseguem metabolizar a glicose. O tratamento é à  base de dieta e exercício físico. Em alguns casos, o paciente pode necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Gestacional - Aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

Sintomas

Em alguns casos a diabetes é assintomática, mas pacientes com altos níveis de glicose no sangue podem apresentar os seguintes sintomas: muita sede, vontade freqüente de urinar, perda de peso (mesmo com o aumento do consumo de alimentos), fome exagerada, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, fadiga, dores nas pernas e falta de concentração.

Grupos de risco

Quem tem mais de 40 anos e parentes de primeiro grau diabéticos, com excesso de peso, hipertensão e triglicérides e colesterol altos. Também corre risco maior pessoas que tiveram doenças com derrame, enfarte e angina, assim como mulheres que sofreram complicações na gravidez (elevado aumento de peso e filhos com mais de 4 quilos).

Diagnóstico

É feito por meio dos sintomas – quando há – e de exames clínico e laboratorial (glicemia de jejum, glicemia pós-pandrial e curva glicêmica).

Tratamento

O paciente com diabetes tipo 1 precisa de doses diárias de insulina, além do controle da alimentação e da prática de atividades físicas. Já o tratamento do tipo 2 é feito à base de dieta e exercício físico. Em alguns casos, o paciente pode necessitar ainda de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina. Para manter as glicemias dentro dos níveis fisiológicos (no jejum - entre 80 e 110 mg/dl - e níveis pós-alimentares inferiores a 140 mg/dl), também é importante fazer exames frequentes para o controle periódico da glicemia e a avaliação da função renal e do controle da pressão arterial.

Possíveis complicações

O prolongamento da hiperglicemia pode causar sérios danos à saúde como doença renal, disfunção erétil e problemas de visão. Outro agravante é que a patologia tem um grau alto de mortalidade: 70% dos diabéticos morrem em consequência de doenças cardiovasculares, principalmente enfarte.

Prevenção

A receita é simples: atividade física frequente – caminhadas de 45 minutos, de 3 a 4 vezes por semana -  e alimentação equilibrada (com grãos, verduras, legumes e frutas em fartura), evitando o excesso de carboidratos, gorduras e frituras.



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