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• Doenças Vasculares:
venosas (as indesejáveis varizes, que afetam 50% da população mundial) e arteriais (arteroescleroses, aneurismas, derrames cerebrais, obstruções arteriais e embolias);
• Hiperidrose:
sudorese excessiva;
• Fisioterapia vascular:
edemas (inchaços por causas diversas) |
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ERISIPELA
Trata-se de um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo que se propaga pelos vasos linfáticos. Acomete pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores. Não é contagiosa.
A doença é causada por uma bactéria (Estreptococo) que penetra numa pele favorável à sua sobrevivência e reprodução. A porta de entrada quase sempre é pela frieira, mas qualquer ferimento pode desencadear o mal.
Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos. As alterações da pele surgem rapidamente e variam desde vermelhidão, dor e edema (inchaço) até bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.
A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas pode ocorrer em outras regiões como face e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente. Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha).
O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.
Quando a pessoa é tratada logo no início da doença as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir para abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias.
A seqüela mais comum é o linfedema, edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.
Existem várias formas de tratamentos:
1 – Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.
2 – Redução do inchaço com repouso absoluto/pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixar a perna para diminuir o edema mais rapidamente.
3 – Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras.
4 – Limpeza adequada da pele (elimina o ambiente adequado para o crescimento das bactérias).
5 – Uso de medicação de apoio como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e venosa.
As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas por meio de cuidados higiênicos locais, espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, frieiras tratadas adequadamente, ferimentos das pernas sob controle e pernas desinchadas.
Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado. O uso constante de meia elástica é uma grande arma no combate ao inchaço, bem como fazer repouso com as pernas elevadas sempre que possível.
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