O que é
Doença que afeta o nervo óptico de maneira característica, levando à perda da função visual geralmente associado à pressão ocular elevada. Apesar de ser uma doença comum, não existem muitos dados estatísticos sobre a doença no mundo e menos ainda estudos multicêntricos no Brasil. Acredita-se que seja a primeira ou a segunda causa de cegueira irreversível do mundo.
Causas
De maneira geral, acredita-se assim como outras doenças, que o paciente já nasça com uma "predisposição". Ele pode vir a apresentá-lo ao nascer ou no decorrer da vida. Não há dúvidas que nas formas mais comuns de glaucoma, sua apresentação ocorre geralmente após os 50/60 anos. Existem situações que podem levar ao surgimento da patologia como traumas (inclusive cirúrgicos); inflamação intra-ocular; uso de medicação etc. Não se trata de uma doença infecto-contagiosa, portanto, o contato com o paciente glaucomatoso não "passa a doença".
Quem tem
Apresenta um aumento da "chance" de desenvolvimento com o passar da idade. Pessoas com pressão intra-ocular elevada, córneas com espessura fina, nervos ópticos com relação estrutural anormal (enfim, dados que já na consulta oftalmológica podem ser aferidos) são mais susceptíveis. O histórico familiar é outro dado importante, porém não obrigatório.
Diagnóstico
O diagnóstico na fase tardia da doença é fácil, porém uma luta praticamente perdida. Na criança existem alguns sinais que fazem pensar na doença e investigarmos melhor o caso até o diagnóstico. Na fase adulta, os sintomas podem passar despercebidos; a perda da visão periférica, característica da doença, pode manifestar-se de diversas formas (esbarrando em outra pessoa que está ao lado, dificuldade ou colisões com o carro). Alguns pacientes relatam ofuscamento e visão de halos (que podem relacionar-se com alterações corneanas causadas pelo aumento da pressão ocular). A visita ambulatorial ao oftalmologista é o meio mais importante para evitar agravamentos. Ao contrário da fase tardia que é de fácil diagnóstico, a fase inicial, muitas vezes deixa dúvidas. Quando isso acontece, o oftalmologista usa outros exames, seja para analisar a arquitetura do nervo ou a função visual.
Tratamento
Como se trata de uma doença multifatorial (pressão intra-ocular, idade, genética), o único fator possível de intervir atualmente é a pressão ocular. O primeiro passo é o tratamento clínico, seguido ou não de terapia a laser e enfim a cirurgia. Uma gama de medicamentos tópicos está disponível para essa abordagem. O médico deve tentar atingir níveis pressóricos que evitem a progressão da doença. Mesmo em casos de glaucoma com pressão dentro dos limites chamados "normais", a pressão intra-ocular deve ser reduzida.
Complicações
A complicação mais temida é a cegueira. O glaucoma atinge primeiramente as porções próximas ao centro da visão e não o centro. Assim, muitas pessoas ainda terão um "resto de visão" central, enquanto o campo de visão estará totalmente deteriorado, impossibilitando-os de exercer diversas atividades.
Prevenção
A melhor maneira de prevenção é a consulta de rotina. Uma pessoa sem qualquer antecedente ou predisposição deve passar em consulta a cada 12 ou 24 meses enquanto jovem. Com o tempo, o ideal é uma consulta anual. Qualquer medicação a ser usada deve ter acompanhamento médico e ingerida de acordo com a prescrição.
Dr. Carlos Roberto D. Pinto - CRM 77497
Preceptor Glaucoma / Trauma Hospital CEMA
Drª Gisele Giglio - CRM 81951
Preceptora Glaucoma/ Trauma /Catarata - Hospital CEMA