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INFECÇÃO HOSPITALAR

INFECÇÃO HOSPITALAR

O que é

Qualquer infecção que o indivíduo adquire após a sua hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. Ela pode manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta.

Como se transmite

O hospital funciona como um centro onde bactérias, vírus e muitos outros microorganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra. Os agentes podem chegar aos pacientes internados por meio das mãos daqueles que têm contato com eles, das roupas de visitantes ou da própria roupa que lhes é fornecida nos hospitais, da água que ingerem, dos alimentos a que têm acesso e  de objetos variados - desde os instrumentos utilizados pelo pessoal do próprio hospital até os curativos que lhes são feitos.

Quem pode contrair

Qualquer pessoa que se interna em ambiente hospitalar está sujeita a contrair infecção hospitalar – os locais que oferecem maior risco são os centros cirúrgicos e as unidades de terapia intensiva. Estão mais expostos: crianças, idosos, portadores de diabetes, pacientes com o sistema imunológico deprimido ou que usaram antibióticos por prazo longo ou foram submetidos a procedimentos invasivos como cirurgias, colocação de sondas ou de cateteres, entubação, etc.

Sintomas

Os sintomas são relacionados ao local do procedimento ou envolvem algum sistema como respiratório ou urinário. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera infecção hospitalar quando um indivíduo apresenta sintomas de febre, dor e debilidade após 72 horas de sua hospitalização ou realização de procedimento invasivo. Pacientes graves podem ter o comprometimento de todo o organismo.

Principais inimigos

Os agentes mais freqüentes nas infecções hospitalares são:

Estafilococos coagulase negativo (vários tipos): estão associados à presença de corpos estranhos como válvulas cardíacas, próteses ortopédicas, cateteres intravasculares, urinários e de diálises. Estão também associados a graves morbidades e identificados com fatores de virulência.

Estafilococos aureus: causa septicema, infeccção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens têm se mostrado muito resistentes a vários antibióticos.

Enterococos faecalis: causa septicemia e infecção do trato urinário e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens ultra-resistentes não podem ser tratadas com drogas.

Klebsiela pneumoniae: pode causar pneumonia embora seja mais comum a sua implicação em infecções hospitalares (aparelho urinário e feridas), em particular em doentes imunologicamente deprimidos.
Escherichia coli: causa infecção do trato urinário, infecção do sangue, diarréia e falência dos rins. Algumas linhagens são ultra-resistentes.

Pseudomonas aeruginosa: causa septicemia e pneumonia, principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens super-resistentes não podem ser tratadas com drogas.

Mycobacterium massiliense: causa granulomas na superfície (lesão histopatológica significativa), que progride para o espaço subcutâneo e órgaços adjacentes, podendo se disseminar pelo corpo. Há casos raros associados à infecção no trato respiratório inferior.

Diagnóstico


É feito por meio da observação direta do paciente ou análise de seu prontuário e do resultado de exames laboratoriais – a hemocultura e a coleta adequada de amostras de sangue são essenciais para aumentar a eficiência diagnóstica.

Tratamento

O tratamento é feito sempre com antibióticos injetáveis (por um período de 14 a 30 dias), que devem ser específicos, por isso é tão importante conhecer os microorganismos presentes em cada ambiente hospitalar. A maior complicação é o fato de poder acarretar a re-intervenção cirúrgica.

Prevenção

Uma das principais medidas de prevenção é lavar as mãos (com água e sabão ou gel alcoólico). Trata-se de um ato simples, mas muito efetivo. Pessoas resfriadas, gripadas, crianças com infecções próprias da infância também não devem visitar pacientes internados. Além disto, no Brasil, todos os hospitais são obrigados, por lei, a ter um programa permanente de controle e prevenção da infecção hospitalar que inclui desde cuidados essenciais com limpeza e higiene, até a escolha de técnicas e procedimentos capazes de prevenir a transmissão de vírus, fungos e bactérias.

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