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LABIRINTITE

LABIRINTITE

O que é

Infecção ou inflamação do labirinto – também conhecido como ouvido interno – que congrega as funções da audição e do equilíbrio estático e dinâmico do corpo.

Sintomas

Os mais comuns são tontura ou vertigem, náuseas freqüentes e zumbido no ouvido que mais parece um chiado ou um apito ou surdez.

Causas

Podem ser diversas. Entre as mais freqüentes estão altas taxas de colesterol ou triglicérides (aumentam a viscosidade sangüínea, dificultando a circulação no labirinto), alterações de hormônios da tireóide (o hipertireoidismo provoca aumento da atividade das células, desencadeando irritação no labirinto), variações de hormônios sexuais (na fase da menopausa ou no período pré-menstrual, a instabilidade na taxa hormonal pode provocar alteração no funcionamento das células do labirinto), diabetes (o aumento da taxa de glicose no sangue estimula as células sensoriais, determinando o aparecimento da labirintite), problemas de coluna (qualquer compressão cervical pode prejudicar a oxigenação do labirinto, desencadeando uma redução no seu funcionamento) e problemas cardio-circulatórios (alterações na circulação sangüínea comprometem as células do labirinto e o seu funcionamento).

Quem acomete

Atinge pessoas de todas as idades, porém é mais incidente acima dos 60 anos (devido às alterações metabólicas e vasculares) e em mulheres (por conta das variações hormonais).

Diagnóstico

Combina avaliação otoneurológica, histórico do indivíduo e testes auditivos e de equilíbrio corporal. O objetivo é identificar o nível de localização do distúrbio e o lado acometido, além de graduar a intensidade da doença. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética também podem contribuir com a investigação.

Tratamento

Varia conforme a causa da doença. Mas, em geral, utiliza medicamentos, manobras de reabilitação corporal, prática orientada de exercícios físicos, correção alimentar e até cirurgias. Por ter tantas variáveis envolvidas, é interessante que a labirintite seja tratada por uma equipe multidisciplinar, composta de otorrinolaringologista, psicólogo, nutricionista, neurologista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. A cura depende do grau de comprometimento das estruturas do aparelho auditivo. Portanto, procure um otorrinolaringologista aos primeiros sintomas e não tome nenhum medicamento sem prescrição médica. Quando bem diagnosticada e tratada, o portador tem índices de melhora da ordem de 90%.

Prevenção

Levar uma vida saudável ajuda a evitar muitos tipos de labirintite, ou seja, pratique exercícios regularmente, beba muito líquido e fique longe de maus hábitos como o tabagismo e o excesso de café e bebidas alcoólicas.

Também é importante fracionar bem a dieta ao longo do dia, evitando o consumo de grandes quantidades de alimentos, sobretudo doces, e também largos espaços sem nenhuma ingestão alimentar.
O ideal é fazer refeições a cada três horas.

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