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REFLUXO GASTROESOFÁGICO

REFLUXO GASTROESOFÁGICO

O que é

Caracteriza-se pelo retorno do conteúdo gástrico presente no estômago para o esôfago. Numa situação normal, o material gástrico não reflui porque existe no final do esôfago uma válvula (o esfíncter esofagiano) que se abre para a descida dos alimentos, mas se fecha para bloquear o retorno de qualquer líquido do estômago. Na doença do refluxo, há sempre alguma alteração nesse mecanismo de barreira, que não funciona adequadamente, permitindo a subida do suco gástrico e a agressão ao esôfago.

Causas

Sua origem pode estar relacionada a: 1- alterações no esfíncter esofagiano, que deixa de se contrair adequadamente para fechar a válvula. Esse relaxamento geralmente está associado a sobrepeso, excesso de bebidas alcoólicas, tabagismo e consumo frequente de comidas muito condimentadas ou engorduradas 2 -hérnia de hiato em função de o hiato ser mais largo do que deveria, a porção superior do estômago escorrega para cima do diafragma e desalinha as duas partes do esfíncter inferior, que, assim, deixa de funcionar perfeitamente e 3- alteração da motilidade do esôfago, que não faz os movimentos adequados e impossibilita a lavagem contínua da região pela saliva, que é um dos mecanismos de defesa dessa porção do sistema digestório.

Sintomas

Os mais comuns são azia ou queimação, regurgitação, sensação de bolo na garganta e dor no tórax intensa (pode ser confundida com a dor da angina e do infarto do miocárdio). Porém, pode chegar até a boca, provocando alterações dentárias e halitose, assim como invadir a laringe, levando a tosse seca e pigarro frequente, e os pulmões, determinando queixas respiratórias de repetição (pneumonia, bronquite e até asma).
Contudo, a maior conseqüência do refluxo é a inflamação do esôfago, denominada esofagite, que, sem tratamento, pode estreitar a região, dificultando a deglutição e dar origem a tumores malignos.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta os sintomas clínicos, mas para ser preciso se faz necessário uma investigação criteriosa. O exame mais comum é a endoscopia digestiva alta (permite a visualização direta do interior do esôfago e do estômago), porém, muitas vezes, há necessidade de métodos mais específicos como a pH-metria (mede e monitora a acidez no esôfago e na faringe) e a impedâncio-pH-metria ( acusa, além do ácido, o retorno de qualquer material gástrico para o esôfago, permitindo classificar o grau e o tipo de refluxo).

Tratamento

Para os casos mais simples, o tratamento pode ser apenas clínico com a administração de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e aceleram o esvaziamento gástrico. Paralelamente, o indivíduo também recebe orientação para modificar hábitos que possam contribuir para piorar o quadro como parar de fumar, perder peso e evitar alimentos e bebidas que agravem os sintomas, fracionar a dieta e a não se deitar após as refeições e adotar a prática de exercícios físicos.
A cirurgia é indicada nos casos de hérnia de hiato e de esofagite e para os pacientes que não respondem bem ao tratamento clinico. O procedimento pode ser feito de forma convencional ou por videolaparoscopia (técnica na qual a intervenção é realizada através de minúsculas incisões com o auxílio de uma microcâmera).

Prevenção

Seguir algumas orientações pode ajudar a evitar o refluxo.
Confira abaixo :

- Evite sobrepeso;
- Pratique exercícios regulares;
- Reduza a quantidade de comida e coma mais vezes por dia. Estabelecer horários para as refeições ajuda a manter uma dieta balanceada;
- Não beba água na hora em que se alimentar;
- Não vá dormir com estômago cheio, espere ao menos 2 horas;
- Evite alimentos quentes e frios demais;
- Use travesseiro apropriado para elevar a cabeça;
- Mastigue bem os alimentos;
- Procure não ingerir frutas cítricas, refrigerantes, frituras, temperos com alho, cebola, tomate (molho também), doces e chocolate;
- Evite cigarros, bebidas alcoólicas, chá mate, preto e café.

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